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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Companhias aéreas e seus mistérios


Sabia que se você comprar duas passagens aéreas em vez de uma só o preço da viagem pode cair quase até pela metade? Indo para Natal, parti a viagem em dois trechos, daqui para Fortaleza e só então pra Natal. A viagem, que costuma sair por R$ 900, ficou em R$ 480. E ainda deu tempo de fazer um sightseeing pelo aeroporto de Fortaleza entre um vôo e outro (mentira, foi um saco ficar sentada lá por quase cinco horas. Mas, bem, qualquer coisa pra pagar a metade do preço).

A minha amiga gostou e resolveu fazer a mesma coisa. Foi daqui para Brasília e depois para São Paulo. Pagou R$ 1019, ida e volta. Vale lembrar que só a ida, se o vôo for direto, sai por R$ 959. E ela ainda teve tempo de visitar um amigo entre uma viagem e outra (mentira também, ele foi vê-la no aeroporto e eles jogaram conversa fora por mais de cinco horas).

O que eu nunca entendi foi porque os preços saem tão mais baixos. As companhias oferecem desconto para quem ficar esperando sentado? Vai ver é isso, deve ter começado com a crise aérea do ano passado. Quem conseguir ficar sentado quietinho por mais tempo em meio ao caos de desinformação e vôos cancelados só paga a metade da viagem e ainda ganha um pacote de biscoito. Bom garoto.

Emitimos mais boletos, cuidamos da sua bagagem o dobro de vezes, mas te cobramos menos por isso. Sempre achei mesmo que companhias aéreas não eram nenhum prodígio de inteligência: servem comida ruim e acham que pessoas de mais de 70kg vão se sentir alimentadas e saisfeitas com minipacotes de amendoim sem casca. Fora que de vez em quando ainda deixam algumas aeronaves caírem por aí. Bom, pelo menos os comissários são bonitinhos.

Vai ver que é por isso tudo que eu ainda acho que a parte mais divertida é ficar nos sites, brincando de combinar as passagens e vendo como é que sai mais barato e quanto tempo você vai ficar se sentindo o Tom Hanks no meio do aerorporto, só que sem todas as coisas legais que aconteciam com ele. Dessa vez, bati um recorde. Natal em Natal, gastando R$ 700 ida e volta, mesmo com a altíssima temporada de final de ano.

E cinco horas de espera. Nossa, tomara que o primeiro vôo atrase.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Eu, extraterreste - parte I

Menina, você não é desse planeta.

Não, isso não foi uma declaração apaixonada. Tampouco um elogio exacerbado.

É que, me crucifiquem, mas tem um monte de livros que todo mundo leu e eu não li, um monte de músicas que todo mundo sabe cantar e eu não sei, um monte de banda que todo mundo conhece a discografia comleta e eu nunca vi falar. Um monte de séries que todo mundo viu e eu não sei pra que lado vai, e, principalmente, um monte de filmes que todo mundo conhece, mas eu nunca vi.

Eu nunca assisti, por exemplo, Star Wars. Nenhunzinho dos seis. Sei que tem o cara malvado de preto que é pai do mocinho aí ele descobre e grita “Nãããããão” e pronto, mais nada. Me disseram também que essa cena é toscamente atuada mas, bem, eu nunca conferi.

Eu só descobri aos 17 anos como se pronunciava “Jedi” e devo ter levado mais uns três pra descobrir o que significava. Aliás, o que é um Jedi mesmo?Quanto a isso, a culpa é um pouco de todo mundo também. Toda vez que assumo a minha ignorância em assuntos jediísticos para alguém é a mesma coisa. Como assim, nunca viu Star Wars? Olha só, pois então vamos fazer uma maratona e ver todos os filmes um atrás do outro. Pois bem, eu estou aqui com a pipoca e o sofá, esperando até hoje.

Falando sério mesmo, é legal? Ou é daquelas coisas que a gente tem que conhecer por obrigação, como Memórias de um Sargento de Milícias ou Iracema? Só para fazer parte da nossa cultura nerd geral e ter assunto na roda de amigos nerds ou para entender piadas com sabres de luz ou a Força ou sei lá o quê?

Aliás, se um lado da Força é o negro, o outro é o quê? O branco? Peraí, isso não é racismo? Pela legislação brasileira não deveríamos chamá-lo então de “lado afrodescendente da Força”? Ou aí sim que seria racismo, já que o lado negro, pelo que eu sei, é o lado mau?

Na dúvida, eu, do alto do meu bronzeado amarelo-escritório que um dia foi morena-jambo-cachoeira, prefiro deixar a resposta pro George Lucas. Que aliás, é branquelo, daquele branco- vermelho -cara -de -papai -noel. Olha só aí do lado e vê se você não pensa instantaneamente em roupas vermelhas e sininhos de Natal e renas e... tá, você entendeu.

Nossa, eu viajei muito dessa vez. Ou não, responde ele. É assim que ele argumenta toda vez que não concorda comigo. Tu é toda etê. Não conhece isso, nunca viu aquilo, nem parece que tu é desse planeta.

Ou não, né. Até porque eu e ele nunca conversamos sobre Star Wars (a gente tava vendo livro no shopping quando ele me chamou de etê).


P.S.: Se faz favor, quem comenta anônimo podia se identificar. Vocês não tem noção da gastura que me dá ver um monte de comentários e carinhas felizes e tristes e confusas e não saber quem postou. Eu boto até rosa com bolinhas brancas no blog se os anônimos assinarem os comentários. Humpf.