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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Eu ainda morro de arritmia cardíaca...


É que meu coração cada hora bate de um jeito.

Ora quer o feijão, ora o sonho. Ora quer amar, ora quer fechar pra balanço e virar velha ermitona; ora ama, ora odeia, ora quer seguir os sonhos alheios, ora os seus e ora não sabe muito bem quais são seus sonhos...

E aí é com os olhos já (quase) secos que eu consigo seguir de novo.

Minha mãe, com a minha idade, já era minha mãe. Eu, com a idade dela, já tenho um diploma. Talvez mentalizando assim as coisas se contrabalanceiam e Papai do Céu resolve me dar um bônus de tempo, me dando uma reprimenda branda e até um tanto condescendente por ainda não ter entendido de fato o que é que eu estou fazendo aqui.

Eu não acredito mais no ideal utópico de realização pessoal. Mas tampouco acho que deve ficar sempre dividida entre o Feijão e o Sonho. Também não acho que deva optar por um dos dois. Não faço a menor idéia do que vou escolher ou do que vem por aí - e de repente me ocorreu que a maioria das pessoas provavelmente também não sabe.

Como todo mundo, eu vou achar o meu jeito. Todo mundo acha, e todo mundo chora e todo mundo ri algumas vezes. Jajá eu me ponho nos trilhos de novo, é só esse ano de 2008 que tá demorando muito pra acabar.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Eu, extraterreste - parte I

Menina, você não é desse planeta.

Não, isso não foi uma declaração apaixonada. Tampouco um elogio exacerbado.

É que, me crucifiquem, mas tem um monte de livros que todo mundo leu e eu não li, um monte de músicas que todo mundo sabe cantar e eu não sei, um monte de banda que todo mundo conhece a discografia comleta e eu nunca vi falar. Um monte de séries que todo mundo viu e eu não sei pra que lado vai, e, principalmente, um monte de filmes que todo mundo conhece, mas eu nunca vi.

Eu nunca assisti, por exemplo, Star Wars. Nenhunzinho dos seis. Sei que tem o cara malvado de preto que é pai do mocinho aí ele descobre e grita “Nãããããão” e pronto, mais nada. Me disseram também que essa cena é toscamente atuada mas, bem, eu nunca conferi.

Eu só descobri aos 17 anos como se pronunciava “Jedi” e devo ter levado mais uns três pra descobrir o que significava. Aliás, o que é um Jedi mesmo?Quanto a isso, a culpa é um pouco de todo mundo também. Toda vez que assumo a minha ignorância em assuntos jediísticos para alguém é a mesma coisa. Como assim, nunca viu Star Wars? Olha só, pois então vamos fazer uma maratona e ver todos os filmes um atrás do outro. Pois bem, eu estou aqui com a pipoca e o sofá, esperando até hoje.

Falando sério mesmo, é legal? Ou é daquelas coisas que a gente tem que conhecer por obrigação, como Memórias de um Sargento de Milícias ou Iracema? Só para fazer parte da nossa cultura nerd geral e ter assunto na roda de amigos nerds ou para entender piadas com sabres de luz ou a Força ou sei lá o quê?

Aliás, se um lado da Força é o negro, o outro é o quê? O branco? Peraí, isso não é racismo? Pela legislação brasileira não deveríamos chamá-lo então de “lado afrodescendente da Força”? Ou aí sim que seria racismo, já que o lado negro, pelo que eu sei, é o lado mau?

Na dúvida, eu, do alto do meu bronzeado amarelo-escritório que um dia foi morena-jambo-cachoeira, prefiro deixar a resposta pro George Lucas. Que aliás, é branquelo, daquele branco- vermelho -cara -de -papai -noel. Olha só aí do lado e vê se você não pensa instantaneamente em roupas vermelhas e sininhos de Natal e renas e... tá, você entendeu.

Nossa, eu viajei muito dessa vez. Ou não, responde ele. É assim que ele argumenta toda vez que não concorda comigo. Tu é toda etê. Não conhece isso, nunca viu aquilo, nem parece que tu é desse planeta.

Ou não, né. Até porque eu e ele nunca conversamos sobre Star Wars (a gente tava vendo livro no shopping quando ele me chamou de etê).


P.S.: Se faz favor, quem comenta anônimo podia se identificar. Vocês não tem noção da gastura que me dá ver um monte de comentários e carinhas felizes e tristes e confusas e não saber quem postou. Eu boto até rosa com bolinhas brancas no blog se os anônimos assinarem os comentários. Humpf.