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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

No, no, no

- Minha filha, sabe aquela mulher do cabelão? Aquela, que pinta o olho pretão e sai andando na rua?

- Amy Winehouse, mãe.

- E aquela loirinha, que dizia que era toda virgenzinha mas não era? Como é mesmo o nome dela?

- Britney Spears, mãe.

- Pois é. Essas duas mesmo. Diz que criaram um jogo de videogame que elas têm que vencer um monte de obstáculos pra chegar numa mesa de entorpecentes.

***

Diálogo entre minha mãe e minha irmã, e eu passei dias tentando decidir o que é mais absurdo. Vida longa ao show bizz. Ou pensando melhor, no, no, no.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Eu ainda morro de arritmia cardíaca...


É que meu coração cada hora bate de um jeito.

Ora quer o feijão, ora o sonho. Ora quer amar, ora quer fechar pra balanço e virar velha ermitona; ora ama, ora odeia, ora quer seguir os sonhos alheios, ora os seus e ora não sabe muito bem quais são seus sonhos...

E aí é com os olhos já (quase) secos que eu consigo seguir de novo.

Minha mãe, com a minha idade, já era minha mãe. Eu, com a idade dela, já tenho um diploma. Talvez mentalizando assim as coisas se contrabalanceiam e Papai do Céu resolve me dar um bônus de tempo, me dando uma reprimenda branda e até um tanto condescendente por ainda não ter entendido de fato o que é que eu estou fazendo aqui.

Eu não acredito mais no ideal utópico de realização pessoal. Mas tampouco acho que deve ficar sempre dividida entre o Feijão e o Sonho. Também não acho que deva optar por um dos dois. Não faço a menor idéia do que vou escolher ou do que vem por aí - e de repente me ocorreu que a maioria das pessoas provavelmente também não sabe.

Como todo mundo, eu vou achar o meu jeito. Todo mundo acha, e todo mundo chora e todo mundo ri algumas vezes. Jajá eu me ponho nos trilhos de novo, é só esse ano de 2008 que tá demorando muito pra acabar.