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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

De repente, Outubro


E eis que chegou Outubro.

O meu primeiro pensamento foi um “até que enfim”, daqueles suspirados aliviados igual fim de aula de matemática antes do recreio. Setembro só tem trinta dias e ainda tem feriado no começo, mas todo ano é assim. Parece que dá 31 de dezembro e não dá 30 de setembro, minha gente! Mas chegou o final de mês, o sol entrou em Libra e finalmente, eu me virei para desligar o despertador do celular e ele piscava 01 OUT 2008.

Bem Vindo, Outubro. Não tento encontrar motivos para ele ser sempre mais benquisto, mais desejado e mais aguardado que março com as noites de chuva de filme e de edredon, ou até mais que dezembro, que cheira a amor e comidinhas natalinas. O motivo mais óbvio é ser outubro um mês de aniversário – o meu! E já falta só uma semana...

Mas é que o décimo mês do ano sempre chega com um céu lindo de brigadeiro e rajadas de vento que estalam todo o forro de casa a ponto de, com os olhos abertos no escuro de madrugada, ela ficar com medo de dormir e acordar com pedaços de PVC por cima da cama.

Outubro também é mês de boas notícias. Este ano, primeiro de outubro levou embora mais um quilo (o sexto!) e pôs no lugar um sorriso e a minha auto-estima de volta. Nunca pensei que fosse tão boa a sensação de ficar puxando toda hora o jeans da promoção porque, olha só, ele anda meio folgado...

Outubro é mês de ver flores numa cidade sem flores e de rir para o mar cor de cinza e a grama esturricada no meio-fio da avenida, vivendo e não tendo vergonha de ser feliz porque, afinal de contas, a vida é bonita é bonita e é bonita, já dizia o poeta. É a primeira noite de sono em meses, é a volta da disposição pra trabalhar, é o lugar comum de andar pela rua com o sol batendo no rosto e inebriada de uma felicidade tão sem razão que até dá medo, uma alegria e um amor pela vida tão assim imensos de maior de grandes que a gente só quer pedir ao Papai do Céu que Outubro dure pra sempre, que não acabe nunca, nunca, nunca...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Melhor de três

Sibutramina, chá verde, regime.
Maracujina, valeriana, dormir
Leite morno, blogs, insônia.
Tendinite, preguicite, celulite.
Neosaldina, Café quente, acordar.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Geração Coca-Cola


Eu acabei de tomar uma Coca-Cola.

Simples assim. Não era Light, nem Diet, nem Zero e muito menos o purgante chamado Light Lemon. Só Coca-Cola Coke, geladinha, de garrafa Pet que faz "Tsss" delicioso na casa silenciosa no meio da madrugada.Meu primeiro refrigerante em meses que não é Light, nem Diet, nem Zero, nem Light Lemon com baixo teor de caloria e etecéteras.

Preta, com rótulo vermelho e tampa amarela. A combinação perfeita pra chamar a atenção. Todos os refrigerantes dietéticos já tem a embalagem completamente sem graça, uma versão desbotada das cores originais. A de Guaraná Zero é branquela, com umas listras verdes, no lugar do verde chamativo e provocante da latinha de Guaraná Antactica comum, que me dá água na boca só de lembrar. A de Coca Light, nem se fala. Também é branquela, só que com algumas listras pretas e vermelhinhas. Argh. Eu conheço uma moça que sempre toma Coca-Cola no "serviço", e nunca é Light. É a Coca-Cola normal, naquela lata em vermelho chamativo, quase obsceno. Eu quero aquilo pra mim, chega de refrigerantes desbotados.

Mas era de madrugada e eu estava na cozinha e a garrafa Pet sorrindo e apontando pra mim, do alto da dignidade de sua tampa amarela. Eu giro a tampa com cuidado para não acordar ninguém e ela me adverte: "Tssss, silêncio". Os melhores crimes parecem ser os cometidos silenciosamente.

Eu tinha até esquecido como era o gosto. Parecia que aquela coisa preta no copo sempre tinha parecido com remédio, ou qualquer coisa insípida intragável. Mas não dessa vez. Dessa vez era o doce interminável que acompanhava a língua formigando até onde o tato podia alcançar - Coca-Cola sempre formiga mais que qualquer outro refrigerante.E quem se concentrar consegue seguir o caminho do refrigerante por todo o sistema digestivo, sentindo o esôfago e tudo o mais formigar até queimar de leve o estômago.

Pronto, parou. Tssss. Símbolo de um monopólio comercial característico de um modo de produção capitalista e explorador, de um império estrangeiro alienante, de uma juventude não transviada porque alheia e até de um mundo inteiro de novas celulites em lugares que você nunca imaginou possíveis. Não interessa. Foi assim que descobri que sou viciada em Coca-Cola.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A mais

Nem era pra ter post não.
Eu passei os últimos dias me olhando no espelho e tentando lembrar que dia foi esse que eu engoli acidentalmente a bola quadrada do Quico e ela foi parar na minha cintura.
Ou que madrugada foi essa que a bruxa do pântano verde passou inteira trancada no meu guarda-roupa e apertou todas as minhas calças, jeans ou não.
Calorias devem ser bichinhos que invadem os guarda-roupas à noite e apertam todas as roupas da gente.
E hoje ainda é Dia da Pizza. Nem é justo.

Assim, aproveito então esse post para fazer humildemente um pedido a todos os carteiros do Brasil. Vamos parar com a greve, rapidinho? Só para o meu tênis chegar aqui?
É que ele ficou lá na Barroland e eu preciso dele para começar a malhar.
O preço dele tinha três algarismos. Não vou trocá-lo por outro fácil assim não.
E tenho dito.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Fermento e manequins




FOTÓGRAFO:: Suzana, tu tomou foi fermento nesses meses que passou fora?
MANICURE: Tu ta gordona, né?
MÃE: É, você ta um pouco mais gordinha...
AMIGA DA MÃE DA AMIGA: você deu uma engordadinha, não foi?
CHOCOLATE: Me coma, me coma, me coma...
CALÇA JEANS (cantarolando): Eu não vou fechar, lalalala eu não voooou...

***
Azar o dela. Se a 42 não fechou, eu comprei uma 44 e ainda foi na promoção.
E ainda é lycra. O que significa que, caso eu passe para o próximo número, há grandes chances de ela ainda servir e me deixar gostosa.
Não, claro, que eu queira passar para o próximo número. Eu ainda to marromeno de biquíni e depois, quem se importa? Já é junho e ainda ta chovendo bagarai. Eu gosto.

terça-feira, 22 de abril de 2008

De volta...


Catorze horas de viagem e duas rodovias federais depois, em Barroland again. De olhos tampados pra não ver o sol e, dizem, ganhar dinheiro. Cinco vezes o meu salário lá na Ilha Encantada plus total ausência de asfalto, iluminação pública e orelhões; e total presença de cinco quilos extras. A minha bunda tá perigando não entrar mais nos jeans da promoção, eu não reconheço mais a minha barriga e a minha auto-estima tá gritando “não me pisa, não me pisa!” lá em algum canto do chão onde ela caiu e ficou.

Verdade que é legal bater na mesa e dizer “hoje eu que pago”. Não, claro, que eu esteja pagando ou que o meu suado dinheiro de barro dê pra custear farras homéricas semanais.Mais verdade ainda que eu tenho 22 anos e zero projeto de longo prazo e, bom, como guria que agora trabalha de casaco forrado e salto alto e chama serviço de "demanda", eu bem que deveria ter.

Oh God.

Em tempo: hoje eu desisti dos amanteigados de chocolate e comprei uma bolacha água e sal light de 122kcal o pacote. Já é um começo.