
Alguém aí já parou para pensar como surgem os apelidos supostamente carinhosos trocados entre casais de namorados? Chuchuzinho, por exemplo. Quem foi a moça que lá nos idos de 1457 concordou em ser chamada assim? Afinal, chuchu é hortaliça de sabor e cor nada convidativos. Coisa de gente que tá de dieta e nutricionista que monta cardápio sem gosto. Aliás, mesmo que o caso fosse para chamar o bem-querer de comida de regime, provavelmente há alternativas mais agradáveis à vista.
- Vem cá, minha berinjelinha.
- Aqui não. As crianças podem ver.
- Ah, minha folhinha de alface, só um pouquinho.
- Tá bom, tá bom, chamando assim eu não resisto. Mas tranca a porta.
Em oposição aos adeptos do amor diet, surgiram logo os defensores do amor adocicado. Chamar o namorado de doçura, docinho, ou ainda usar a variação docinho de coco é não se preocupar com a barriguinha nem o risco de elevação da taxa glicêmica. O problema é que se for mesmo p

Há casos, por sua vez, que oferecem material fértil para toda a literatura freudiana e de seus seguidores. Caso de baby, bebê, neném e toda sorte de apelidos infantis. Fora os relacionamentos que, pelo visto, também geram crises de identidade. Sobram branquelos trocando olhares embevecidos

Quando eu tiver meu próximo namorado, vou tentar ser original. Para evitar confusão quanto aos significados, melhor chamá-lo de coisas que sejam bonitas, gostosas e interessantes para mim e deixar de lado os apelidos convencionais. Me dá um beijo, meu pacote de batata frita! Vem cá, meu doce de leite diet! Amo você, meu jardinzinho cheio de girassóis! Você é tudo para mim, minha discografia dos Beatles! Funciona?